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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

GUIA DE VIAGENS

Estados Unidos

País / Capital: Washington, D.C.

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Neste país você encontra cidades voltadas para Turismo:


Não há destino no mundo onde a vida do turista é mais fácil e as opções de lazer e atividades tão amplos como nos Estados Unidos. Você pode passar anos por aqui sem realmente conhecê-los por completo, tal é a variedade de paisagens e culturas. Não surpreende, portanto, que uma parcela mínima de norte-americanos possua um passaporte. Eles simplesmente passam sua vida viajando dentro de casa.
Nossa jornada começa pelo lugar onde boa parte da tecnologia, como computadores, tablets ou smartphones, foi desenvolvida graças às mentes ocupadíssimas concentradas no norte da Califórnia, próximo a San Francisco. Capital dos geeks, gays e hippies (entre tantas outras tribos de "gente boa"), essa cidade conecta-se com a meca do cinema e do glamour, Los Angeles, pela belíssima Highway-1.
A costa da Califórnia é o ponto de partida perfeito para conhecer alguns dos mais espetaculares parques nacionais (outra boa invenção americana) do mundo: há um com árvores gigantescas (Sequoia); o outro é pai de todos os abismos (Grand Canyon); e parque que alimenta os sonhos de todo montanhista (Yosemite).
Um pouco mais a oeste, no estado do Colorado, estão algumas das pistas de esqui favoritas dos brasileiros: Vail e Aspen. A marca registrada de ambas são a infraestrutura perfeita e a comodidade, algo que também se encontra com fartura em Las Vegas, cidade dos excessos, dos jogos e de shows de produção impecável.
Ao norte, o visitante poderá conhecer uma das maiores concentrações de gêiseres do planeta, acompanhada por uma fauna espetacular, no Parque Nacional de Yellowstone.
Rumo ao leste, até o menos consumista dos seres se rende aos preços e ofertas dos malls e outlets de Miami, antes de dar um alô para o Mickey ou se esgoelar nos delirantes parques de Orlando, cujo time de basquete só poderia ser conhecido como ‘Magic’.
Um pouco mais ao norte, Nova York é a capital do mundo, com cada esquina lembrando alguma cena de filme e com cada peça de museu trazendo reminiscências das aulas de história. Do alto do Empire State Building ou dos ferries do rio Hudson, esse é skyline urbano definitivo.
Descubra convidativos clubes de blues em Chicago, ouça o melhor do jazz em Saint Louis, conheça a gênese do país mais rico do mundo na Filadélfia, visite o mítico Fenway Park de Boston ou se esbalde nas festas do Mardi Gras de Nova Orleans.
Por fim, se sobrar fôlego, visite o centro do poder global em Washington, onde encontram-se alguns dos melhores museus do planeta. Entre eles: o Smithsonian e o da National Geographic Society.
E para quem acha que é só isso, veja como as ondas do mar e o fogo das entranhas da terra formaram o arquipélago do Havaí, enquanto que, em algum lugar esquecido do Alasca, testemunhe dos dos mais belos espetáculos da natureza: a aurora boreal e o sol da meia noite.
Do espírito do aloha aos cowboys do oeste, de bares chiquetérrimos em Manhattan a um home-run da liga de beisebol, esse é o mundo que você acostumou-se a ver em revistas, websites e TVs. A diferença agora é que tudo está ao vivo.
Em suma: há muito o que explorar nos Estados Unidos. E um destes destinos certamente cairá no seu gosto.
COMO CHEGAR
Existem dezenas de alternativas para chegar ao país por via aérea. Companhias como a TAM, a Delta, a United e a American Airlines oferecem vôos partindo do Brasil.
As vias terrestres mais comuns estão na fronteira com o Canadá a Nordeste (Nova York, Detroit, Cleveland e Vermont) e Noroeste (Seattle), ou com o México em San Diego.
COMO CIRCULAR
As maiores cidades dos Estados Unidos são servidas por modernos aeroportos, boa parte deles com práticas conexões aos centros de suas cidades. Ao contrário da Europa, aqui os trens não são tão utilizados. Afinal de contas, estamos na terra do automóvel - e isso é um convite para aproveitar as muito bem mantidas (e muitas vezes cênicas) auto-estradas do país, seja em ônibus, carros alugados ou motocicletas.

Noticia

 Dilma pode recorrer da decisão do impeachment?
Sim. E já indicou que recorrerá da decisão no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo o ex-ministro da Justiça e advogado de Dilma Rousseff no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo.
"Vamos entrar com duas ações: uma nesta noite (de quarta) ou amanhã de manhã questionando alguns aspectos como a mudança do libelo, o senador (do PSDB Antonio) Anastasia ampliou as acusações para poder justificar retoricamente o golpe. Também vamos discutir que há dispositivos na lei que disciplina o processo de impeachment que não foram atendidos", disse Cardozo à BBC Brasil.
Ele disse ainda que "dentro de dois ou quatro dias, vamos entrar com outro mandado de segurança (para) discutir a falta da justa causa do processo, ou seja, que não há motivo".
Mas é pouco provável que a Corte julgue o mérito da ação, pois, segundo a Constituição, cabe aos senadores o voto de minerva sobre o afastamento.
Ao mesmo tempo, gerou dúvida jurídica o fato de o Senado ter cassado a ex-presidente, mas ao mesmo tempo mantido seus direitos políticos.
O professor de direito constitucional na PUC-SP Pedro Serrano vê uma "incompatibilidade entre as decisões". "Se foi considerado que não houve gravidade para a pena máxima, não houve gravidade para crimes de responsabilidade. Portanto, fica claro que ela foi cassada por um motivo juridicamente inválido."

O professor Flávio de Leão esclarece que, desde o impeachment de Fernando Collor, a lei estabelece que há a possibilidade de que seja feita uma apreciação separada como ocorreu no caso de Dilma

ACROSTICO

ACROSTICO - AMIZADE

ACRÓSTICO - AMIZADE
Marcial Salaverry

A migos para sempre, é essa, sem dúvida a
M aravilhosa intenção que temos ao
I niciar uma amizade, mas devemos
Z elar por ela, e, devemos usar e
A busar do sentido de lealdade, pois
D evemos entender que ela apenas será
E terna, enquanto for terna, e recíproca...

CORDEL

Quem já deu sua confiança…


Teve um poeta que disse:
Quem já deu sua confiança
e depois se arrependeu
sabe o que é ficar triste
pelo que aconteceu
depois que se analisa
é que se sabe quem perdeu

MITO

         MITO:                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Todos os anos há dois momentos em que os jornais publicitam por encomenda a existência de “falsas urgências” nos hospitais. Um desses momentos é o mês de Agosto altura em que muitos médicos ainda vão de férias. O outro, por volta de Janeiro, devido à maior afluência de doentes com gripe ou com receio de a ter. Há cerca de 40 anos que assisto à publicitação deste falso problema, ano após ano. Porque é um falso problema? Porque se fosse um problema verdadeiro, e realmente preocupante, seria inacreditável que não estivesse resolvido ao fim de tantos anos.
A verdade é que aos hospitais só interessa divulgar este problema nesta altura do ano para justificar a possibilidade de haver demoras no atendimento. Nos restantes dias do ano a presença dos doentes no Serviço de Urgência é benéfica e benvida porque é uma das principais componentes para o cálculo do seu financiamento anual.
O que são falsas urgências? Aquelas que os médicos acham que não merecem ser atendidas no hospital? E para os doentes, o que são falsas urgências? Ninguém tem prazer em esperar horas e horas, numa sala de hospital à espera de uma consulta, se não pensa que o seu problema é urgente. Mesmo para os profissionais de saúde esta diferenciação não é linear. Tudo depende do lado em que nos encontramos.
Apesar da globalização do acesso ao conhecimento através da net, há muita desinformação e contrainformação que confunde mesmo quem julga estar informado.
Se por um lado uns ensinam a auto confiança dizendo “não procure o médico aos primeiros sintomas”, “use a medicação de conforto – medicamentos para as dores e para a febre – que deve ter sempre em casa”, “só deve recorrer ao médico se não melhorar”,outros incentivam-nos a procurar o hospital à mínima duvida porque lá é a “fonte segura”, está aberto 24 horas, fazem logo os exames que precisam e não há restrição no acesso. Nem as taxas moderadoras servem para moderar. A maior parte dos que recorrem a ao Serviço de Urgência Hospitalar por motivações menos importantes são isentos. Os que pagam, ou têm subsistemas que pagam por eles, já recorrem muito mais a hospitais privados.
Mas se na verdade os hospitais estivessem interessados em resolver o problema solicitavam a restrição no acesso à urgência. Doentes com critérios para pulseira azul ou verde não teriam acesso ao Serviço de Urgência, excepto quando enviados pelo seu Médico de Família. Já houve quem pensasse fazê-lo mas nunca o pôs em prática. Estou certo que a diminuição das consultas nos Serviços de Urgência seria bastante significativa.
Os doentes informados e prudentes não procuram o médico aos primeiros sintomas. Têm medicação de conforto em casa para as primeiras medidas de controlo (febre, dores) e sabem que têm sempre tempo de aceder nos dias seguintes à Unidade de Saúde onde se encontram inscritos. Os doentes interessados sabem o horário de Consulta Aberta ou de Consulta Não Programada do seu Médico de Família (se não se recorda informa-se pelo telefone) e sabe que será atendido no próprio dia em que solicita essa consulta. Todas as Unidades de Saúde dos Cuidados de Saúde Primários têm a obrigação de atender os doentes com problemas agudos (sintomas que se iniciaram no dia ou nos dias anteriores) no próprio dia em que é solicitada a consulta. A consulta será efectuada entre as 8 e as 20 horas. Não necessariamente à hora que o doente quer. Nesta consulta o médico avaliará o problema e orientará o doente da forma que achar mais adequada. Pode, inclusive, encontrar justificação para o encaminhar para um Serviço de Urgência. Nesse caso o doente será portador de uma informação clínica o que facilitará o atendimento naquela unidade hospitalar. Na maioria dos casos, o Médico de Família pode resolver o problema de imediato ou marcar novas consultas de vigilância sem recurso a cuidados hospitalares.
O que é necessário é que os utentes se interessem em saber como funciona a Unidade de Saúde onde se encontram inscritos, quais são os horários de atendimento do seu Médico de Família e do seu Enfermeiro de Família, o que devem fazer para usufruir dos seus serviços de forma adequada e sem atropelos nem esperas. Mas este é o maior problema. Quase todos sabem e apregoam os seus direitos. Mas há direitos e deveres e destes poucos querem saber. Apesar de todas estas informações estarem obrigatoriamente disponíveis nas unidades de saúde, seja através dos secretários clínicos, seja afixadas na parede, seja em “Guias de Acolhimento do Utente” mais ou menos extensos e espalhados pelas salas de espera, são poucos os que as lêem, são poucos os que se interessam por saber e são muito poucos os que as sabem.
A desinformação e o défice de cidadania conduzem a atitudes de descredibilização sem razão e a dificuldades de acesso injustificadas. Os números de doentes atendidos diariamente nas Unidades de Saúde do SNS são muito superiores aos números de doentes atendidos nas unidades privadas. O seu financiamento é substancialmente diferente e sujeito às regras de austeridade do Estado. Não podemos comparar o incomparável. Mesmo assim a qualidade dos serviços prestados nas Unidades de Saúde do SNS tem melhorado muito. Merecem uma atenção particular do Governo porque se tornaram mais eficientes. Merecem um maior reconhecimento dos utentes que continuam numa atitude desconfiada.

LENDA

Lenda do Chocolate

Lenda do Chocolate

A lenda diz que o chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha.
O chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Com o século XX, os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro.
É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia. 

RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA

A regra é simples: Pare, Olhe e Escute
Sempre nos perguntam sobre recomendações ou dicas para a segurança das pessoas que vivem ou transitam por áreas ferroviárias. A dica principal é muito simples: siga a orientação das placas afixadas nas passagens em nível, pare antes de cruzar a ferrovia, olhe para os dois lados e escute.
Todos podem ajudar na conscientização, disseminando alguns cuidados especiais. Vamos lá:
  • Pessoas idosas ou com dificuldade de mobilidade exigem atenção especial.
  • Crianças não podem brincar na área da ferrovia e devem estar sob supervisão constante de seus responsáveis nas travessias.
  • Não tente atravessar a linha falando ao celular, checando mensagens ou usando dispositivos de áudio de qualquer tipo. Eles desviam sua atenção da ferrovia.
  • A área ocupada pela ferrovia e seus arredores é chamada faixa de domínio. Não é permitida a presença de pessoas estranhas à ferrovia nesta área, e a travessia da linha férrea só pode ser realizada em passagens em nível oficiais (para pedestres, veículos ou ambos), por passarelas ou passagens inferiores. É extremamente arriscado atravessar a linha em qualquer outro ponto.
  • O uso de álcool e drogas tem sido uma causa cada vez mais frequente de acidentes envolvendo pessoas. Em alguns municípios, este índice chega a representar 20% do total de acidentes.
  • Um trem pesa entre 3.000 toneladas (vazio) e 15.000 toneladas (carregado) e, por isso, pode exigir algo entre 300 e 1.000 metros desde a aplicação do freio de emergência até sua parada completa. Por seu peso, um trem não freia como um automóvel. Por isso, mesmo quando é possível identificar um obstáculo ou pessoa cruzando a linha inadvertidamente, na maioria das vezes não é possível evitar o impacto.
  • Os trens são dotados de luzes de sinalização, de sinos (acionamento constante quando estão em movimento) e de buzina (acionadas antes das passagens em nível ou em qualquer situação de emergência). É fundamental que as pessoas estejam sempre muito atentas aos sinais sonoros de segurança, não usem telefones ou headphones nas travessias de PNs e olhem para ambos os lados ao cruzar a via.
  • A comunidade pode ajudar a garantir a segurança da ferrovia. Ao observar qualquer fator de risco, ou para reportar alguma irregularidade, o contato com a MRS pode ser feito pelo telefone 0800-979-3636.
BIOGRAFIA:  JORGE AMADO
Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.
Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance,Cacau.
Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.
Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu em Praga, onde nasceu sua filha Paloma.
De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis.
A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.
Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.
A obra de Jorge Amado mereceu diversos prêmios nacionais e internacionais, entre os quais destacam-se: Stalin da Paz (União Soviética, 1951), Latinidade (França, 1971), Nonino (Itália, 1982), Dimitrov (Bulgária, 1989), Pablo Neruda (Rússia, 1989), Etruria de Literatura (Itália, 1989), Cino Del Duca (França, 1990), Mediterrâneo (Itália, 1990), Vitaliano Brancatti (Itália, 1995), Luis de Camões (Brasil, Portugal, 1995), Jabuti (Brasil, 1959, 1995) e Ministério da Cultura (Brasil, 1997).
Recebeu títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Venezuela, França, Espanha, Portugal, Chile e Argentina; além de ter sido feito Doutor Honoris Causa em 10 universidades, no Brasil, na Itália, na França, em Portugal e em Israel. O título de Doutor pela Sorbonne, na França, foi o último que recebeu pessoalmente, em 1998, em sua última viagem a Paris, quando já estava doente.
Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.
O gênero memórias literárias

Memórias literárias são textos produzidos por escritores que dominam o ato de escrever como arte e revivem uma época por meio de suas lembranças pessoais. Esses escritores são, em geral, convidados por editoras para narrar suas memórias de um modo literário, isto é, buscando despertar emoções estéticas no leitor, procurando levá-lo a compartilhar suas lembranças de uma forma vívida. Para isso, os autores usam a língua com liberdade e beleza, preferindo o sentido figurativo das palavras, entre outras coisas. Nessa situação de produção, própria do gênero memórias literárias, temos alguns componentes fundamentais:

  • um escritor capaz de narrar suas memórias de um modo poético, literário;
  • um editor disposto a publicar essas memórias;
  • leitores que buscam um encontro emocionante com o passado narrado pelo autor, com uma determinada época, com os fatos marcantes que nela ocorreram e com o modo como esses fatos são interpretados artisticamente pelo escritor.
A situação de comunicação na qual o gênero memórias literárias é produzido marca o texto. O autor escreve com a consciência de que precisa encantar o leitor com seu relato e que precisa atender a certas exigências do editor, como número de páginas, tipo de linguagem (mais ou menos sofisticada, por exemplo, dependendo da clientela que o editor procura atingir).
Exemplo:
Resultado de imagem para exemplos de memorias literarias
ENTREVISTA
Entrevista é a acção e efeito de entrevistar ou ser entrevistado. Trata-se de uma conversa entre duas uma ou mais pessoas com um fim determinado. Pode ter uma finalidade jornalística, para informar o público das respostas da pessoa entrevistada, ou tratar-se de uma conferência de duas ou mais pessoas para tratar ou resolver um negócio, por exemplo.
Para um jornalista (ou repórter), a entrevista é uma ferramenta e uma técnica que aplica no seu trabalho. Não é um diálogo casual, uma vez que que tem lugar mediante acordo prévio e interesses e expectativas por ambas as partes (entrevistador e entrevistado). Resulta num artigo que relata as perguntas e respostas trocadas no decurso dessa mesma entrevista.
O objectivo da entrevista jornalística é obter informação para difundi-la num meio de comunicação, podendo ser a imprensa escrita, a rádio, a televisão ou a Internet. As entrevistas também costumam gerar conteúdos off the record, que são aquelas informações que se obtêm “fora do microfone”, ou seja, não oficialmente e sem que seja divulgado o nome da pessoa que forneceu a informação.
Por outro lado, a entrevista de trabalho é a fase definitiva no processo de contratação de um empregado. Esta entrevista é realizada depois de uma empresa publicar um anúncio de vaga para emprego, receber vários currículos, proceder à selecção dos candidatos e de convocar os mais idóneos. Trata-se, geralmente, do primeiro contacto pessoal entre o (potencial) empregador e o empregado.












Exemplo 1 : Trecho da Entrevista Escrita
Clarice Lispector, de onde veio esse Lispector?
É um nome latino, não é? Eu perguntei a meu pai desde quando havia Lispector na Ucrânia. Ele disse que há gerações e gerações anteriores. Eu suponho que o nome foi rolando, rolando, rolando, perdendo algumas sílabas e foi formando outra coisa que parece “Lis” e “peito”, em latim. É um nome que quando escrevi meu primeiro livro, Sérgio Milliet (eu era completamente desconhecida, é claro) diz assim: “Essa escritora de nome desagradável, certamente um pseudônimo…”. Não era, era meu nome mesmo.
Você chegou a conhecer o Sérgio Milliet pessoalmente?
Nunca. Porque eu publiquei o meu livro e fui embora do Brasil, porque eu me casei com um diplomata brasileiro, de modo que não conheci as pessoas que escreveram sobre mim.
Clarice, seu pai fazia o que profissionalmente?
Representações de firmas, coisas assim. Quando ele, na verdade, dava era para coisas do espírito.
Há alguém na família Lispector que chegou a escrever alguma coisa?
Eu soube ultimamente, para minha enorme surpresa, que minha mãe escrevia. Não publicava, mas escrevia. Eu tenho uma irmã, Elisa Lispector, que escreve romances. E tenho outra irmã, chamada Tânia Kaufman, que escreve livros técnicos.
Você chegou a ler as coisas que sua mãe escreveu?
Não, eu soube há poucos meses. Soube através de uma tia: “Sabe que sua mãe fazia um diário e escrevia poesias?” Eu fiquei boba…
Nas raras entrevistas que você tem concedido surge, quase que necessariamente, a pergunta de como você começou a escrever e quando?
Antes de sete anos eu já fabulava, já inventava histórias, por exemplo, inventei uma história que não acabava nunca. Quando comecei a ler comecei a escrever também. Pequenas histórias.
Quando a jovem, praticamente adolescente Clarice Lispector, descobre que realmente é a literatura aquele campo de criação humana que mais a atrai, a jovem Clarice tem algum objetivo específico ou apenas escrever, sem determinar um tipo de público?
Apenas escrever.
Você poderia nos dar uma ideia do que era a produção da adolescente Clarice Lispector?
Caótica. Intensa. Inteiramente fora da realidade da vida.
Desse período você se lembra do nome de alguma produção?
Bem, escrevi várias coisas antes de publicar meu primeiro livro. Eu escrevia para revistas — contos, jornais. Eu ia com uma timidez enorme, mas uma timidez ousada. Eu sou tímida e ousada ao mesmo tempo. Chegava lá nas revistas e dizia: “Eu tenho um conto, você não quer publicar?” Aí me lembro que uma vez foi o Raimundo Magalhães Jr. que olhou, leu um pedaço, olhou para mim e disse: “Você copiou isso de quem?” Eu disse: “De ninguém, é meu”. Ele disse: Você traduziu?” Eu disse: “Não”. Ele disse: “Então eu vou publicar”. Era sim, era meu trabalho.
Você publicava onde?
Ah, não me lembro… Jornais, revistas.
Clarice, a partir de qual momento você efetivamente decidiu assumir a carreira de escritora?
Eu nunca assumi.
Por quê?
Eu não sou uma profissional, eu só escrevo quando eu quero. Eu sou uma amadora e faço questão de continuar sendo amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever. Ou então com o outro, em relação ao outro. Agora eu faço questão de não ser uma profissional para manter minha liberdade.