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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

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 Dilma pode recorrer da decisão do impeachment?
Sim. E já indicou que recorrerá da decisão no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo o ex-ministro da Justiça e advogado de Dilma Rousseff no processo de impeachment, José Eduardo Cardozo.
"Vamos entrar com duas ações: uma nesta noite (de quarta) ou amanhã de manhã questionando alguns aspectos como a mudança do libelo, o senador (do PSDB Antonio) Anastasia ampliou as acusações para poder justificar retoricamente o golpe. Também vamos discutir que há dispositivos na lei que disciplina o processo de impeachment que não foram atendidos", disse Cardozo à BBC Brasil.
Ele disse ainda que "dentro de dois ou quatro dias, vamos entrar com outro mandado de segurança (para) discutir a falta da justa causa do processo, ou seja, que não há motivo".
Mas é pouco provável que a Corte julgue o mérito da ação, pois, segundo a Constituição, cabe aos senadores o voto de minerva sobre o afastamento.
Ao mesmo tempo, gerou dúvida jurídica o fato de o Senado ter cassado a ex-presidente, mas ao mesmo tempo mantido seus direitos políticos.
O professor de direito constitucional na PUC-SP Pedro Serrano vê uma "incompatibilidade entre as decisões". "Se foi considerado que não houve gravidade para a pena máxima, não houve gravidade para crimes de responsabilidade. Portanto, fica claro que ela foi cassada por um motivo juridicamente inválido."

O professor Flávio de Leão esclarece que, desde o impeachment de Fernando Collor, a lei estabelece que há a possibilidade de que seja feita uma apreciação separada como ocorreu no caso de Dilma

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